Arquivo para a categoria ‘Notícias’

Sai a lista das 100 primeiras cidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL)

O governo divulgou nesta quinta-feira, 26, as primeiras cem cidades que serão atendidas com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A rede atingirá uma população de 14.068.645, sendo que os estados com mais cidades contempladas nesta primeira fase são Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, cada um com oito municípios. Em seguida, com sete cidades, estão Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Os critérios para a escolha das cidades, segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, foram menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); existência de Universidade Aberta do Brasil; municípios com menor densidade de banda larga; distribuição por estado; projeto de interesse social; áreas urbanas pobres e densamente povoadas; áreas rurais; entre outros.

Santanna afirmou ainda que se não houver provedores de internet interessados em alguma cidade, o Comitê Gestor de Programas de Inclusão Digital (CGPDI) poderá definir se a Telebrás vai atender diretamente os consumidores ou se serão escolhidos novos municípios. Para isto, a estatal relacionou outras cidades que também se enquadram nos critérios exigidos.

Para o ano que vem, está previsto o atendimento da população de mais 1.063 municípios. E até 2014, todo o país deverá contar com a banda larga.

Veja a lista dos cem municípios:

- Arapiraca (AL)
- Messias (AL)
- Palmeira dos Índios (AL)
- Joaquim Gomes (AL)
- Pilar (AL)
- Rio Largo (AL)
- Feira de Santana (BA)
- Itabuna (BA)
- Camaçari (BA)
- Governador Mangabeira (BA)
- Eunápolis (BA)
- Governador Lomanto (BA)
- Muritiba (BA)
- Presidente Tancredo Neves (BA)
- Sobral (CE)
- São Conçalo do Amarante (CE)
- Quixadá (CE)
- Barreira (CE)
- Maranguape (CE)
- Russas (CE)
- Cariacica (ES)
- Domingos Martins (ES)
- Conceição da Barra (ES)
- Piúma (ES)
- São Mateus (ES)
- Vila Velha (ES)
- Itapemirim (ES)
- Anápolis (GO)
- Aparecida de Goiânia (GO)
- Trindade (GO)
- Águas Lindas de Goiás (GO)
- Alexânia (GO)
- Itumbiara (GO)
- Imperatriz (MA)
- Paço do Lumiar (MA)
- Presidente Dutra (MA)
- Porto Franco (MA)
- Grajaú (MA)
- Barra do Corda (MA)
- Barbacena (MG)
- Juiz de Fora (MG)
- Conselheiro Lafaiete (MG)
- Ibirité (MG)
- Sabará (MG)
- Uberaba (MG)
- Ribeirão das Neves (MG)
- Santa Luzia (MG)
- Campina Grande (PB)
- Campo de Santana (PB)
- Araruna (PB)
- Riachão (PB)
- Dona Inês (PB)
- Bananeiras (PB)
- Duas Estradas (PB)
- Carpina (PE)
- Tracunhaém (PE)
- Nazaré da Mata (PE)
- Paudalho (PE)
- Limoeiro (PE)
- Aliança (PE)
- Piripiri (PI)
- Campo Maior (PI)
- José de Freitas (PI)
- Piracuruca (PI)
- Batalha (PI)
- São João da Fronteira (PI)
- Angra dos Reis (RJ)
- Nova Iguaçu (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Piraí (RJ)
- Mesquita (RJ)
- Rio das Flores (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- Casimiro de Abreu (RJ)
- Santa Cruz (RN)
- Nova Cruz (RN)
- Passa e Fica (RN)
- Parnamirim (RN)
- Lagoa d’Anta (RN)
- Extremoz (RN)
- Açú (RN)
- Nossa Senhora da Glória (SE)
- Barra dos Coqueiros (SE)
- Laranjeiras (SE)
- Japaratuba (SE)
- São Cristóvão (SE)
- Carira (SE)
- Campinas (SP)
- Guarulhos (SP)
- Pedreira (SP)
- Serrana (SP)
- Conchal (SP)
- Embu (SP)
- São Carlos (SP)
- Gurupi (TO)
- Araguaína (TO)
- Guaraí (TO)
- Paraíso do Tocantins (TO)
- Wanderlândia (TO)
- Porto Nacional (TO)

Fonte: TI INSIDE Online

Idec quer que teles só vendam velocidades 3G que possam cumprir

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) quer que as operadoras de telefonia móvel somente insiram na publicidade dos serviços de banda larga móvel (3G) a velocidade que realmente podem fornecer ao consumidor, ao contrário do que ocorre hoje. A reivindicação foi feita pela entidade em audiência pública realizada na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para debater sobre a revisão das regras de qualidade da telefonia celular e internet móvel.

Entre as propostas da Anatel para o 3G está a de que as empresas garantam inicialmente ao menos 30% da velocidade contratada nos horários de pico e 50% nos de menor tráfego, com aumento gradativo desses percentuais mínimos.

O Idec defende, no entanto, que as operadoras só ofereçam a velocidade que podem cumprir. Ou seja, em vez de anunciar um 1 Mbps (megabit por segundo) e entregar apenas 30%, os anúncios devem indicar que a velocidade de conexão é de 300 Kbps. Estela Guerrini, advogada do órgão de defesa do consumidor, explicou que essa medida é necessária para evitar o descumprimento de oferta.

“A variação da velocidade é a regra no serviço de internet móvel, comprovada pela leitura dos próprios contratos e pelas reclamações dos consumidores. Assim, se a velocidade máxima é a exceção, a operadora não pode anunciar 100% e tampouco cobrar por 100%”, ressaltou.

FONTE: TI INSIDE

OMAP 4330 é o nome do chip dual core (com dois núcleos) que a Texas Instruments lançará no final deste ano e que será voltado para smartphones e também tablets. Com isso, esses aparelhos rodarão aplicações com maior velocidade, permitindo até mesmo a execução de filmes em FullHD (1080p).

Sucessor do OMAP3, o 4330 funcionará a uma velocidade de 1GHz, mas consumirá 50% menos energia que seus predecessores. Seu melhor desempenho deve-se em boa parte a inserção de um novo design do componente, que está baseado no Cortex-A9, da ARM. Segundo a Texas, os dispositivos que contarem com o novo chip poderão reproduzir vídeos em resolução de 720p durante quinze horas.

A empresa prevê que o OMAP 4330 aparecerá em smartphones a partir dos primeiros meses de 2011, ainda que a empresa não tenha divulgado a quais modelos ele será integrado. Ele será produzido em processo de 45 nanômetros, ainda que o objetivo da Texas seja de fabricá-lo em processos de 28 nanômetros, o que ampliaria ainda mais sua eficiência energética.

FONTE: COMPUTERWORLD

Lojistas rejeitam a ideia de exclusividade proposta pelas empresas credenciadoras de cartões de crédito.

As primeiras máquinas unificadas de cartões de crédito nem chegaram ao mercado e já há um impasse entre lojistas brasileiros e as empresas operadoras de cartões. Enquanto as credenciadoras insistem na fidelização, os empresários rejeitam a ideia, alegando perda de poder de barganha durante o prazo de exclusividade e, em última instância, lesão ao consumidor. Se por um lado os varejistas querem aproveitar a unificação das bandeiras em uma só máquina para diminuir os custos com os equipamentos e baixar as taxas de descontos das operadoras, por outro as credenciadoras utilizam a estratégia de antecipar o fechamento do contrato para evitar concorrência. Para tanto, chegam a oferecer descontos que vão de 80% até 100% na locação das máquinas.

A corrida pela fidelização está atrelada ao fato de que no próximo dia 1 de julho as operadoras Redecard, Cielo e Santander serão as pioneiras na disponibilidade das novas máquinas processadoras com capacidade de centralizar todas as operações de cartão de crédito. Na avaliação de Roque Pellizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a competitividade com a entrada destes players modernos reduzirá naturalmente os preços da locação dos equipamentos. “Acredito que o valor do aluguel tende a chegar a zero, porque a função da credenciadora não é ganhar com isso. A locação é uma atividade meio e não a atividade fim”, observa.

Sem precisar mais utilizar um equipamento específico para cada bandeira, os lojistas devem, ao menos, economizar nos aluguéis das máquinas. Atualmente, cada equipamento custa cerca de R$ 120,00 por mês. Pelizzaro Júnior diz que a CNDL está alertando os lojistas para não assinarem fidelização, principalmente nos primeiros 120 dias, para que possam negociar taxas e prazos de reembolsos com as operadoras. “É preciso barganhar, para o preço diminuir”, alega, lembrando que esta é uma conquista do setor que deverá gerar uma economia de R$ 1,2 bilhão por ano.

A tentativa de fidelização está acontecendo em todo o Brasil. “Com o fim do monopólio, as operadoras estão querendo manter por mais tempo uma rentabilidade mais elevada e reduzir a evasão das empresas de sua bandeira”, avalia o presidente da CNDL. Ele ressalta que se os comerciantes aderirem ao esquema, irão prejudicar as negociações possíveis que a unificação das bandeiras em uma só máquina possibilita. “Por isso, a entidade está orientando os comerciantes a não aceitarem as propostas e esperarem que as operadoras travem uma guerra de preços”, explica.

“Nossa sugestão é que se tenha um pouco de calma antes de assinar os novos contratos, para que possa ser repassado um preço menor ao consumidor final”, concorda Vítor Augusto Koch, presidente da Federação de Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL). Ele ressalta que o setor também precisa resolver a questão da retenção dos valores das compras por parte das operadoras. Como atualmente os lojistas precisam esperar cerca de 30 dias para serem reembolsados, as entidades representativas estão se mobilizando para que o prazo de pagamento aos empresários do varejo seja de sete dias.

Fonte: Jornal do Comércio

Projeto obriga lan houses a terem computadores para deficientes visuais

Proposta que prevê a obrigação das lan houses oferecerem computadores adaptados para o atendimento de deficientes visuais tramita na Câmara dos Deputados. Entre as adaptações previstas estão teclados em braile, programas de informática para leitura de tela ou apresentação em caracteres gigantes, fones de ouvido e microfones.

Segundo o texto, os equipamentos serão exigidos em locais com no mínimo dez computadores. A partir de 20 computadores, o estabelecimento também terá de oferecer piso especial para locomoção de deficientes visuais.

“Infelizmente a inclusão digital não está sendo feita de forma justa e verdadeiramente inclusiva, porque as lan houses não possuem computadores adaptados para os deficientes visuais”, argumentou o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG).

O PL 7151/70 dá prazo de 120 dias, após a publicação da lei, para que os estabelecimentos estejam adaptados. Os infratores estarão sujeitos às penalidades indicadas no Código de Defesa do Consumidor, como, por exemplo, multa, suspensão temporária ou interdição do local, além de eventuais sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

As informações são da Agência Câmara.

Computadores poderão substituir cientistas na geração de hipóteses

Ciência informatizada

Há décadas os computadores têm ajudado os cientistas a armazenar, processar e analisar dados.

De modo crescente, porém, uma explosão de novos conhecimentos e de novos dados tem mudado o panorama científico. Do outro lado, a tecnologia está ampliando continuamente o poder dos computadores.

Nesse novo contexto, as máquinas poderão passar de simples analisadores de dados para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos.

“Os cientistas hoje não podem mais ter a ilusão de rastrear manualmente todos os artigos científicos publicados que são relevantes para o seu trabalho,” afirmam James Evans e Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. “Essa explosão de conhecimento está mudando o quadro tradicional da ciência.

Assim, se já são úteis para armazenar, manipular e analisar dados, o progresso tecnológico já está deixando os computadores prontos para darem o próximo passo.

Cientistas de silício

Segundo os pesquisadores, brevemente os computadores serão capazes de gerar hipóteses sem dependerem da ajuda dos cientistas humanos, ou dependendo muito pouco deles.

O fato, argumentam, é que os computadores estão se tornando cada vez menos dependentes dos seus criadores.

“Usando técnicas de inteligência artificial, os programas de computador estão cada vez mais capazes de integrar o conhecimento publicado com os dados experimentais, de localizar padrões e relações lógicas e de permitir o surgimento de novas hipóteses com muito pouca intervenção humana,” escrevem eles em seu artigo.

Esse passo poderia ser dado, profetizam os pesquisadores, dentro de 10 anos, quando “ferramentas poderosas” entrarão em cena para gerar hipóteses automaticamente e conduzir experimentos maiores e mais complexos.

O impacto alcançaria inúmeras áreas da ciência, mas seria mais sensível em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.

Mineração científica

Muitos pesquisadores defendem que o grande volume de dados gerados por experimentos científicos como a genética, a biologia do câncer ou as colisões de partículas, está deixando obsoleto o mecanismo de geração de hipóteses e seus testes experimentais.

Em vez disso, algoritmos de mineração de dados seriam mais adequados, capturando padrões nos meio dos terabytes de dados.

Evans e Rzhetsky combatem essa visão, afirmando que ela equivale a entrar em uma floresta sem um guia. Sem qualquer informação sobre o ambiente e seus perigos, o mais provável é que os dados sejam classificados incorretamente, causando “medo de um intimidadora mas inofensiva cobra, e ignorando o minúsculo sapo letal.”

“No passado, as abordagens computacionais foram mais bem-sucedidas em sistemas pequenos e bem definidos do que nos maiores, menos estudados, ou mais complexos. A explosão de dados dos experimentos de alto rendimento, contudo, cada vez mais faz os pesquisadores se depararem com sistemas muito complexos,” afirmam.

“Encarar esses dados com perguntas igualmente numerosas e complexas será crítico porque, como disse Mark Twain, ‘você não pode depender dos seus olhos quando sua imaginação está fora de foco’”, concluem eles.

FONTE: inovacaotecnologica.com.br

Se a literatura de um campo científico inclui dois conceitos, A e B, e a literatura de outro campo inclui B e C, então um programa de computador pode inferir que A e C estão direta ou indiretamente relacionados, potencialmente levando a novas hipóteses.


Google utilizará energia eólica em seus data centers

O Google anunciou nesta terça-feira, 20, que vai abastecer seus data centers com energia eólica (gerada por moinhos de vento). Sem divulgar valores, o site de buscas declarou em seu blog oficial que fechou contrato de 20 anos com a fornecedora de energia limpa NextEra Energy Resources.

A compra envolve 114 megawatts de potência por mês para alimentar um número não divulgado de data centers. A distribuição de energia começará no próximo dia 30.

Em maio deste ano, o Google, por meio de seu fundo de investimentos Google Ventures, investiu US$ 38,8 bilhões na NextEra. À época, o site de buscas declarou que o aporte mostrava seu interesse cada vez maior em fontes de energia renovável, não derivada de combustíveis fósseis.

FONTE: TI INSIDE ONLINE

Tela sensível ao toque é construída com grafeno

Marco histórico

Pesquisadores coreanos e japoneses fabricaram uma tela sensível ao toque usando grafeno, uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura.

Esta é a primeira vez que se demonstra a capacidade técnica de fabricação de folhas de grafeno de grandes dimensões, superando os 70 centímetros quadrados.

O feito é um marco na história da tecnologia, trazendo o material do laboratório para a aplicação prática apenas seis anos depois da descoberta do grafeno – veja mais em Grafeno produzido industrialmente vira padrão de referência da eletrônica.

Tela sensível ao toque

Por ser o material de carbono mais fino possível, com apenas um átomo de espessura, o grafeno é ideal para a construção de eletrodos transparentes, necessários para as telas sensíveis ao toque.

A equipe da Universidade de Sungkyunkwan, liderada por Jong-Hyun Ahn e Byung Hee Hong, fabricou a camada de grafeno sobre uma folha de cobre utilizando uma técnica chamada CVD (chemical vapour deposition: deposição de vapor químico).

Esta técnica havia sido testada em 2007, pela equipe do professor Rod Ruoff, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, gerando originalmente folhas de grafeno de 15 centímetros – veja Nanopapel só perde em resistência para o diamante.

Usando uma prensa, os pesquisadores transferiram a folha de grafeno para uma camada de polímero adesivo, retirando o cobre a seguir. O substrato final, de PET (polietileno tereftalato), recebeu o grafeno também por pressão. Finalmente o polímero adesivo foi liberado por aquecimento.

Várias camadas de grafeno foram adicionadas à matriz da tela sensível ao toque, utilizando repetidamente o mesmo processo. Isto foi necessário porque o grafeno produzido não é perfeito, possuindo quebras que podem afetar o desempenho. Mesmo assim, o material permanece transparente.

O resultado final é uma folha de grafeno, já sobre o substrato, medindo 76 centímetros (30 polegadas).

Tela de grafeno

Para ser usado como um eletrodo, o grafeno foi dopado com ácido nítrico.

Nas telas de toque atuais, são utilizados eletrodos de óxidos de índio-estanho. Contudo, os cientistas afirmam que os eletrodos de grafeno têm melhor transparência e são mais resistentes – veja Grafeno é confirmado como o material mais forte que existe.

Mas há uma questão crucial na substituição de qualquer outro elemento pelo grafeno: além de seus propriedades altamente promissoras, o carbono é largamente disponível, enquanto os óxidos e outras substâncias usadas pela indústria eletrônica têm seus preços cotados em dólares por grama.

Segundo Ahn, enquanto as telas construídas com os óxidos de índio-estanho têm limitações tanto na qualidade das imagens quanto na vida útil, “uma tela à base de grafeno deverá essencialmente durar para sempre,” entusiasma-se ele.

Uma olhada no futuro das telas e monitores

Leitores eletrônicos

Os leitores eletrônicos e a tecnologia 3D dominaram a atenção dos consumidores ao longo dos últimos 12 meses.

Mas o que mais já pode ser visto no horizonte quando o assunto são as tecnologias de TVs, monitores e telas em geral?

Embora a Amazon e a Apple já tenham dominado o mercado com seus leitores eletrônicos, o iPad e Kindle não são os únicos participantes desse jogo. “Os e-books têm grande potencial de crescimento, e ainda há oportunidades para que concorrentes sejam bem-sucedidos,” afirma Ross Young, da IMS Research. “Há espaço para melhorias, e outros podem fazê-los melhor.”

Telas flexíveis

Vários equipamentos flexíveis e duráveis estão estreando este ano, o que lhes dá uma vantagem sobre a concorrência.

A Sony lançou uma tela de LEDs orgânicos (OLEDs) com 80 micrômetros de espessura (mais ou menos a espessura de um fio de cabelo humano), capaz de exibir continuamente imagens em movimento, mesmo estando enrolada em um tubo de 4 milímetros.

A empresa conseguiu esse avanço trocando o controlador de circuito integrado rígido geralmente utilizado no substrato de uma tela, por um circuito de comando com OTFTs (Organic Thin-Film Transistors: transistores orgânicos de película fina).

“Ela pode ser usada como papel inteligente, em etiquetas, tocadores de música ou em telefones celulares ‘de vestir’,” disse Noda Makato, da Sony.

Telas transparentes

Uma olhada no futuro das telas e monitores

Tela interativa transparente, de 46 polegadas, projetada para ser usada em vitrines de lojas. [Imagem: Samsung]

Para as telas em geral, a tendência é que elas se tornem ainda mais leves, flexíveis e se tornem translúcidas ou mesmo transparentes.

A Samsung apresentou, em uma conferência realizada em Maio, uma tela translúcida e sensível ao toque, que poderá ser usada em vitrines de lojas ou em menus de restaurante.

Telas interativas

A interatividade das telas também está em alta. Tecnologias de rastreamento dos olhos, normalmente usadas na tecnologia autoesteresocópica, estão sendo empregadas para monitorar o usuário e entender onde ele está tocando na tela – incluindo o entendimento 3D dos gestos.

Sang-Soo Hwang, pesquisador da LG, está trabalhando em um sensor celular de toque que reduz as camadas necessárias para fabricar telas interativas e que permitem um multitoque suave, além de resultar em equipamentos mais leves.

A Wedge Optic, desenvolvida pela Microsoft e escondida atrás de uma tela LCD ou OLED, permite que a tecnologia de rastreamento dos olhos veja bem acima da superfície de toque, mais de 6 metros em alguns testes.

“Você pode ter as duas mãos fazendo coisas diferentes,” diz Steve Bathiche, diretor de pesquisa da divisão de entretenimento da empresa. “Eu acredito que as aplicações reais desta tecnologia oferecerão uma interface sem toque para ambientes sem toque, como o fornecimento de informações em ambientes esterilizados.”

Mesmo que a tecnologia multitoque tradicional está assistindo a uma grande variedade de aplicações, e agora está indo além dos dois ou três pontos de toque. A Stantum e outras empresas desenvolveram uma estrutura de padrões reticulares em seus dispositivos que podem lidar com múltiplos pontos de entrada e, em última análise, um número ilimitado de toques simultâneos.

Conheça a estratégia que levou a Apple a superar a Microsoft

Na década que passou, a Microsoft adquiriu quase dez vezes mais empresas que a Apple e gastou, aproximadamente, um valor nove vezes maior em pesquisa e desenvolvimento que sua rival.

Mesmo assim, o preço da ação da empresa de Bill Gates permaneceu praticamente estagnado nos últimos dez anos, enquanto a Apple galgava posições a fim de ultrapassá-la como a companhia de tecnologia mais valiosa do mundo, algo que se realizou na semana passada.

Segundo o analista de investimentos da Dow Jones, Sameer Bhatia, a empresa de Steve Jobs obteve sucesso em uma área relegada pela Microsoft: a facilidade de uso. Enquanto esta se concentrou no lançamento de versões do Windows ou do Office, a Apple revolucionou o mercado ao criar o iPod, o iPhone e a o iPad.

Baseado na disposição a gastar dinheiro, a Microsoft teria que ser a mais inovadora das duas. Ela comprou 104 empresas na última década, a Apple, só 11. Consumiu 71 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, enquanto que sua concorrente, apenas 8 bilhões – segundo os dados do instituto de pesquisa Capital IQ.

Porém, adquirir corporações e torrar dinheiro em P&D não é garantia de inovação, afirma Bhatia em um post no blog do Wall Street Journal:

“Se uma companhia tem seu foco nas necessidades do usuário e no tipo de interação que ele deseja, isso é mais importante que o capital despendido ou as grandes aquisições”

O segredo da Apple não é promover grandes investimentos para se manter competitiva, mas “identificar e satisfazer as necessidades do consumidor”, diz o texto. Como resultado dessa estratégia, o preço de mercado da Apple aumentou em dez vezes nos últimos dez anos, na contramão da bolsa Nasdaq, que desvalorizou em 56%.

Foi em 26/05 que a fabricante do iPhone ultrapassou a Microsoft em valor de mercado, 223 bilhões de dólares contra 219,3 bilhões. Poucas empresas de tecnologia estão próximas a esses números, segundo a recente reportagem do Financial Times, de 31/03, que lista as 500 maiores. A IBM vale 167 bilhões de dólares, a AT&T, 153, a Cisco, 149, e o Google, 139 bilhões.

Na longa empreitada da Apple, seu último sucesso foi decisivo: o iPad. Em 60 dias, dois milhões de unidades foram vendidas.

Ser a empresa de tecnologia mais valiosa não é algo necessariamente bom, diz Bhatia. “O risco é maior. Uma vez que a arrogância infecte a gestão, a queda começa. Para o usuário final, esse ranking é irrelevante”. Steve Jobs concorda: “Superar a Microsoft não faz diferença”, acredita ele.

Caminhos inversos
Se a Apple mantiver seu bom momento, no entanto, será difícil para a Microsoft alcançá-la, prevê o analista. Por muito tempo, a gigante dos softwares controlou o mercado devido à sua eficiência em criar soluções para o meio empresarial. “Usuários corporativos foram os primeiros a adquirir computadores e, por terem se familiarizado com o Windows em seu ambiente de trabalho, adotaram o sistema operacional em suas casas também”.

A Apple adotou o caminho inverso, atraiu consumidores domésticos com seus aparelhos de uso intuitivo e fáceis de manusear, como Macs e iPhones, e, agora, eles têm levado esses dispositivos para seus escritórios.

“Enquanto a maioria das empresas de tecnologia tenta abordar o maior número possível de produtos, os executivos da Apple parecem se orgulhar do pequeno número de produtos que oferecem”.

Ambiente fechado
Os engenheiros da Apple demoraram a tornar disponível o recurso de multitarefa para o iPhone, com a justificativa de que não queriam sacrificar a capacidade da bateria.

O modo como a empresa limita a internet para iPhones e iPads já foi comparado a estratégia falha da AOL, o que isola muitos usuários de ótimas ferramentas que a Web dispõe.

Mas esse sistema fechado tem funcionado. Além de ser seguro, os usuários preferem usar os aplicativos da loja virtual para verificar o clima do dia seguinte ou informações sobre itinerários a entrar em algum site específico a partir do navegador.

No caso dos Macs, porém, a proliferação de serviços baseados na Internet é algo muito vantajoso para a Apple. Muitos usuários já trocaram seus PCs pelos modelos da Apple, mas é difícil convencer os administradores de TI das empresas a fazer o mesmo; muitos softwares, servidores de mensagens e formatos só funcionam corretamente no sistema Windows. A computação na nuvem deixaria a escolha nas mãos de cada usuário.

Facilitar em vez de inventar
Em geral, a Apple se destacou mais por facilitar o uso de determinadas tecnologias do que por inventá-las:

“A obsessão maior é a experiência do usuário, liderar uma corrida tecnológica é secundário. Antes do iPod não era tão fácil baixar e guardar músicas, só com o iPhone acessar a internet pelo smartphone se tornou algo interessante; a Apple observou uma tendência e facilitou essa experiência, mesmo que não tenha inventado a música digital ou a internet nos celulares”

A lição da Apple para todos os CEOs de companhias tecnológicas é que as decisões quanto ao gasto com pesquisa e desenvolvimento ou com aquisições não devem ser tomadas por causa de uma pequena alteração no mercado.

“As empresas que perdem muito tempo pensando no que a última tecnologia é capaz de fazer ou quem a detém, continuarão brincando com a instabilidade dos negócios. Em vez disso, o melhor é descobrir o que os usuários querem fazer, mas ainda não podem. O investimento deve seguir esse caminho”, conclui Bhatia.

FONTE: MACWORLD

Assine nossa newsletter!
Carregando...Carregando...


Arquivo
Twitter
Siga-nos no Twitter!